sábado, 25 de abril de 2009
Tongóbriga ( Aldeia do Freixo --- Marco de Canaveses ) --- Ao fundo da foto ve-se a parede que era conhecida, segundo os populares da aldeia, por Capela dos Mouros, sendo por aqui que em Agosto de 1980 se iniciaram as escavações desta Cidade Romana. Em primeiro plano, visiona-se também, o piso elevado do hipocausto

Tongóbriga ( Aldeia do Freixo ) --- Grandes blocos de betão que fariam parte de cupúla das Termas, cupúla essa que resistiu até ao séc. XVIII. A particularidade da constituição destes enormes blocos motivou o interesse da Faculdade de Engenharia do Porto, que actualmente investiga sobre o tipo de fabrico e constituintes
quinta-feira, 23 de abril de 2009

Tongóbriga ( Aldeia do Freixo -- Marco de Canaveses ) --- Foto panorâmica do Forum.
Em Tongóbriga, o Forum salientava-se pelas suas dimensôes ( 9.521 metros qudrados ), englobando os espaços comerciais e religiosos. A sua construção iniciou-se no início do séc II D.C., no tempo do Imperador Trajano.
A ampla praça ( Forum ), tinha no lado Sul ( Ver Fotos Seguintes ) uma plataforma, mais alta, onde estavam as lojas protegidas pelo telhado de duas águas que cobria todo esse lado do Forum. Este telhado era suportado por uma colunata em granito, com espaçamento de cerca de 4 metros.
No lado Norte ( Ver Fotos Seguintes ), uma rua com 7 metros de largura limitava a praça, onde se destacavam duas absides ( espaço semicircular usado para fins religiosos ). Esta rua terminava numa escadaria que daria acesso ás termas, no lado Nascente.
No lado Poente situava-se o Templo, do qual só se conseguiram recuperar o alicerce e algumas pedras do podium. No lado Nascente, o Forum era limitado por um edifício cuja função é ainda duvidosa, tal o estado de ruína em que foi encontrado.Poderá ser a Basilíca, a qual, neste caso, ligaria ao Forum através de uma larga abertura com cerca de 4 metros situada na linha de simetria do Forum.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A Cidade de Amarante !!!!!
Amarante, é uma cidade do distrito do Porto, situada nas margens do Rio Tâmega.
Cidade de uma beleza indiscritível, em que a natureza e o religioso se conjugam em perfeita harmonia. Cidade de gentes humildes, em que cada rosto revela um passado de árduo trabalho, não faltando nele o belo sorriso, a simpatia revelada por um " bom dia " uma " boa tarde ", a hospitalidade.
Amarante não é cidade de uma só leitura.
Olha-se Amarante, e tem-se a impressão muito nítida de que é o religioso que infunde carácter á cidade. Talvez a dimensão que ganha, no conjunto urbano o monumental Convento e Igreja de S. Gonçalo. Talvez a proximidade do rio e da serra, habitat dos homens de outras eras. Talvez as duas coisas coisas juntas.
Seja o que for, a ideia que se colhe é mesmo essa: estamos num lugar que se define pelo religioso.
A história não desmente esta impressão, antes a confirma. Amarante, por assim dizer, nasce quando chega a esse lugar um pregador com fama de Santo. Estávamos então no séc. XIII.
O pregador ( S. Gonçalo ) enamora-se pelo lugar, constrói uma ermida e começa a criar condiçôes para a fixação de pessoas, e assim nasce um pequeno povoado. Começa por construir uma ponte que une as duas margens do Rio Tâmega, que induz a fixação de mais pessoas. Por tudo isto, se vê que o elemento religioso está bem patente na génese da actual cidade. Entretanto, por toda a parte, numerosos mosteiros vão surgindo , funcionando como centros difusores de cultura e incentivadores do povoamento. O religioso, uma vez mais, a marcar e a individualizar Amarante.
Mas, no entanto, há outras leituras possiveis. Há, por exemplo, um subtil odor aristocrático nesta invulgar e bela cidade.
Amarante encontra-se implantada numa zona de grande fertilidade agrícola, o que gerou uma aristocracia culta, que levantou belissímos solares e propiciou o aparecimento de grandes vultos no campo das artes e das letras: Teixeira de Pascoais e Amadeu de Sousa Cardoso ( que dá o nome ao museu ).
Enfim, não podemos esquecer a cumplicidade que a montanha e o Rio Tâmega mantêm com Amarante.
As Serras do Marão, do Alvão e da Abobreira enquadram a cidade, cercam-na de panorâmicas e grandiosas paisagens. Cidade, cercada por humildes povoados, grandes tesouros vivos de velhos usos e artesanato e, perdidos pelos cumes das montanhas, numerosos vestigíos arqueológicos, atestam a antiquissíma ocupação do Homem.
O rio opôe a sua leveza á pesada imobilidade da Serra e ainda hoje os açudes, praias, ínsuas e penedos mantêm nomes que evocam as antigas utilizações que o homem lhes dava.
Cidade de uma beleza indiscritível, em que a natureza e o religioso se conjugam em perfeita harmonia. Cidade de gentes humildes, em que cada rosto revela um passado de árduo trabalho, não faltando nele o belo sorriso, a simpatia revelada por um " bom dia " uma " boa tarde ", a hospitalidade.
Amarante não é cidade de uma só leitura.
Olha-se Amarante, e tem-se a impressão muito nítida de que é o religioso que infunde carácter á cidade. Talvez a dimensão que ganha, no conjunto urbano o monumental Convento e Igreja de S. Gonçalo. Talvez a proximidade do rio e da serra, habitat dos homens de outras eras. Talvez as duas coisas coisas juntas.
Seja o que for, a ideia que se colhe é mesmo essa: estamos num lugar que se define pelo religioso.
A história não desmente esta impressão, antes a confirma. Amarante, por assim dizer, nasce quando chega a esse lugar um pregador com fama de Santo. Estávamos então no séc. XIII.
O pregador ( S. Gonçalo ) enamora-se pelo lugar, constrói uma ermida e começa a criar condiçôes para a fixação de pessoas, e assim nasce um pequeno povoado. Começa por construir uma ponte que une as duas margens do Rio Tâmega, que induz a fixação de mais pessoas. Por tudo isto, se vê que o elemento religioso está bem patente na génese da actual cidade. Entretanto, por toda a parte, numerosos mosteiros vão surgindo , funcionando como centros difusores de cultura e incentivadores do povoamento. O religioso, uma vez mais, a marcar e a individualizar Amarante.
Mas, no entanto, há outras leituras possiveis. Há, por exemplo, um subtil odor aristocrático nesta invulgar e bela cidade.
Amarante encontra-se implantada numa zona de grande fertilidade agrícola, o que gerou uma aristocracia culta, que levantou belissímos solares e propiciou o aparecimento de grandes vultos no campo das artes e das letras: Teixeira de Pascoais e Amadeu de Sousa Cardoso ( que dá o nome ao museu ).
Enfim, não podemos esquecer a cumplicidade que a montanha e o Rio Tâmega mantêm com Amarante.
As Serras do Marão, do Alvão e da Abobreira enquadram a cidade, cercam-na de panorâmicas e grandiosas paisagens. Cidade, cercada por humildes povoados, grandes tesouros vivos de velhos usos e artesanato e, perdidos pelos cumes das montanhas, numerosos vestigíos arqueológicos, atestam a antiquissíma ocupação do Homem.
O rio opôe a sua leveza á pesada imobilidade da Serra e ainda hoje os açudes, praias, ínsuas e penedos mantêm nomes que evocam as antigas utilizações que o homem lhes dava.

Estátua de Teixeira de Pascoais ( Amarante ) --- Teixeira de Pascoais era o pseudónimo literário de Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos, foi um poeta e escritor portugês, principal representante do Saudosismo.
Nasceu no seio de uma família aristocrática de Amarante, o segundo filho de João Pereira Teixeira de Vasconcelos, juíz e deputado às Cortes e de Carlota Guedes Monteiro.
Em 1883, inicia os estudos primários em Amarante, e em 1887 ingressa no liceu da vila. Em 1895, muda-se para Coimbra onde termina os seus estudos secundários e em 1896 inscreve-se no curso de Direito da Universidade de Coimbra. Licencia-se em 1901 e, renitentemente, estabelece-se como advogado, primeiro em Amarante e, a partir de 1906, no Porto. Em 1911, é nomeado juíz substituto em Amarante, cargo que exerce durante dois anos, sendo que em 1913 dá por terminada a sua carreira judicial.
Sendo um abastado proprietário, não tinha necessidade de exercer qualquer profissão para seu sustento, e passou a residir no solar de família em S. João do Gatão, perto de Amarante, com a Mãe e outros membros da sua família. Dedicava-se á gestão das propriedades, á leitura e sobretudo á escrita.
Gatão era um local de peregrinação de inúmeros intelectuais e artistas nacionais e estrangeiros, que o iam visitar frequentemente. Já no final da vida, torna-se amigo dos poetas Eugénio de Andrade e Mário Cesariny de Vasconcelos. Este último haveria de o eleger como poeta superior a Fernando Pessoa, chegando a ser o organizador da reedição de alguns dos textos de Pascoais, bem como de uma Antologia Poética, nos anos 70 e 80.
Teixeira de Pascoais morreu aos 75 anos, em Gatão, de bacilose pulmonar, alguns meses depois da morte de sua Mãe, em 1952.
segunda-feira, 20 de abril de 2009

Ponte de S. Gonçalo ( Amarante ) --- A Ponte de S. Gonçalo sobre o Rio Tâmega, juntamente com a Igreja de S. Gonçalo, representam o epicentro do centro histórico de Amarante.
Primitivamente, supôe-se ter existido neste local uma ponte de origem romana, dado ser este o traçado da estrada romana que passaria em Amarante em direção a Guimarães e Braga. No entanto, por volta do ano 1250, S. Gonçalo terá construído ou reconstruído esta ponte.
Em 10 de Fevereiro de 1763, essa ponte, com um cruzeiro a meio, desmoronou-se devido a uma cheia do Rio Tâmega. O cruzeiro, ou Senhora da Boa Passagem,foi retirado uma hora antes deste acontecimento e mais tarde colocado na janela de um recanto da Igreja de S. Gonçalo, ficando a Mãe de Deus ( Senhora da Boa Passagem ) a priteger o trânsito. É a imagem da Senhora da Ponte.
Em 1782, foi iniciada a reconstrução da ponte, com projecto de Carlos Amarante, e aberta ao trânsito em 1790. No ano de 1791 foi completada com quatro belas e artísticas pirâmides, dois adornos em forma de urna eleitoral e um assento circular em cada meio circúlo.
Em 1890, foi ainda palco da Defesa da Ponte de Amarante, episódio resultante das Invasôes Francesas.

Igreja de S. Gonçalo ( Amarante ) --- A Igreja de S. Gonçalo, inicialmente foi uma pequena eremida, mandada construir por S. Gonçalo, sendo que em 1540, foi transformada num grande Mosteiro com a construção de um convento dominicano em honra de S. Gonçalo, com autorização e ajuda de D. João III e de sua esposa, a Rainha Dna. Catarina.
A edificação da Igreja e do Convento terminou no reinado de Filipe I, antes de 1600, A construção do pórtico e da Varanda dos Reis iniciou-se a 12 de Outubro de 1683.

Igreja de S. Gonçalo ( Amarante ) --- Pórtico de uma das fachadas laterais da Igreja, e por sinal a mais imponente.
Nela podem-se visualizar, as imagens de S. Francico de Assis e S. Domingos de Gusmão que ladeiam a porta, por cima desta vêm-se as imagens de S. Pedro,S. Gonçalo e de S. Tomás de Aquino, sendo encimada pela imagem da Nossa Senhora do Rosário
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